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junho 30, 2014 Por Haras Vista Verde

Hora de trocar de piquete…

O inverno chegou na semana passada. Como na historia da “cigarra e da formiga” reservamos pastos para esta época do ano.

No sábado, recebemos a visita do Dr. Ricardo Muradas, nosso engenheiro agrônomo responsável pelos piquetes do Vista Verde. Mais uma vez “uma aula”. Acho que nestes quase 25 anos de Haras Vista Verde, onde recebemos consultoria do Dr. Muradas, não devo ter perdido mais que 2 ou 3 aulas… verdade, sempre faço questão de participar de sua visita mensal, pois aprendo coisas novas a cada mês.

Inverno chegando, ausência de chuvas, chegou a hora de colocarmos os potros da geração 2013 nos melhores piquetes do haras. Que sensação deliciosa mudar os potrinhos de piquetes.

Geração 2013

Geração 2013

Vão passar uma semana no piquete de Coast Cross, depois mudar para o piquete com capim Florakirk. Na outra semana experimentam o Jiggs, em seguida seguem comendo o Transvala, e finalmente ficam um tempo no Tifton.

E não são só eles que tem esta prioridade… as éguas que estão para parir também usufruirão dos piquetes reservados, afinal elas estão “terminando”  de fazer os potrinhos dentro da barriga delas.

Letícia, que faz estágio no Haras Vista Verde, perguntou ao Dr. Muradas qual capim é melhor. Dr. Muradas que é PHD em nutrição animal veio com a resposta de imediato: “Não tem capim melhor, todos tem suas características, alguns com uma quantidade maior de proteína, outros de energia, é por isso que variamos. Você gosta de arroz? Sim, mas não é por isso que vai só comer arroz, precisa de feijão, carne, etc… Assim funciona a criação de cavalos, você dá a eles todas suas necessidades nutricionais através de piquetes altamente cuidados”.

Letícia, faz parte do programa de estágio oferecido pelo Haras Vista Verde aos estudantes de Veterinária. Como temos a sorte de ter como nossa Veterinária Residente a Dra. Bruna Amadi, ela recebe um estagiário por mês. Eles participam do programa que inclui todas as fases da criação de cavalos, manejo, nutrição, sanidade e melhoramento genético.

 

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junho 29, 2014 Por Haras Vista Verde

Filho de No Secrets Here se classifica para a final do Rocky Mountain Futurity

 

No Secrets Here

No Secrets Here

Secret Mountain Pass, filho de No Secrets Here de 2 anos, se classificou para a final do Rocky Mountain Futurity.

O clássico, que acontece no hipódromo de Arapahoe Park, no Colorado, nos Estados Unidos, distribuirá US$ 90.000,00 em prêmios na final do dia 13 de Julho.

Esta é a segunda final clássica de Secret Mountain Pass, que foi finalista do Pot O’Gold Futurity, em maio.

Só este ano, No Secret Here já teve 22 filhos que ganharam corridas nos Estados Unidos. Sua produção soma mais de US$ 2.200.000,00 em prêmios.

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junho 29, 2014 Por Haras Vista Verde

Égua Vista Verde produz finalista do Rocky Mountain Derby

Bits Of Bliss, égua de nosso Haras Vista Verde, filha de Streakin La Jolla produziu Lil Ms Money Bags, que conquistou vaga para a final do Rocky Mountain Derby.

BITS OF BLISS

BITS OF BLISS

O Derby, que acontece em Arapahoe Park, no estado americano do Colorado, distribuirá uma bolsa de US$ 55.000,00 na grande final.

Lil Ms Money Bags, que tem 3 anos, já é ganhadora clássica nos Estados Unidos. Ela tem 2 vitórias e acumula ganhos de quase US$ 60.000,00.

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junho 27, 2014 Por Haras Vista Verde

Coragem e determinação

Se eu pudesse dar minha modesta opinião, não cederia a todas as imposições da FIFA e não realizaria a COPA DO MUNDO no BRASIL, já que nosso país tem outras prioridades.

Porém, nosso governo é populista e futebol é a paixão nacional. Tomaram uma atitude totalmente irracional, e “brigaram”  para conseguir que a COPA acontecesse no Brasil.

Um dos poucos exemplos da catástrofe da decisão foi o dia 12 de junho na abertura da COPA em que a prefeitura de São Paulo (PT) decretou feriado em São Paulo. Perfeito seu prefeito (desculpe o trocadilho), em pleno dia 12 de junho São Paulo (uma das maiores cidades do mundo) parou “p´rá ver a banda passar”, ou melhor, para ver a abertura do mundial. Quem pagou a conta? Novamente nós. O povo, os empresários. Minha empresa não trabalhou no dia 12 de junho, mas meus funcionários receberam por este dia não trabalhado. O governo recebeu este dia. Não nos deram nenhum desconto nos impostos, nem no IPTU, nem no IPVA (municipais), nem nos impostos sobre a folha de pagamento.

São Paulo parou. Funcionários pararam. As lojas venderam quase nada, mas pagamos o dia de todos os funcionários, inclusive os funcionários do governo, através de nossos  impostos. Parece piada, mas é a pura verdade. Qualquer país sério do mundo, qualquer governante consciente, não tem como justificar o ato de PARAR uma metrópole como São Paulo, com quase 11 milhões de habitantes por causa do “trânsito” que poderia acontecer com a ida de 68 mil torcedores ao Itaquerão.

Porém nós temos que cumprir. Quem não está feliz que se mude! Se você não concorda, por exemplo, com o rodízio de automóveis em São Paulo, nada pode fazer… ou troca de cidade, ou toma multa, ou respeita o rodízio. O mesmo ocorre com a COPA DO MUNDO e com o país da paixão pelo futebol e do pouco compromisso com a produtividade, o crescimento, a geração de riqueza para o povo!

Feito meu desabafo sobre a COPA DO MUNDO e as decisões de nossos dirigentes, não posso deixar de louvar a FIFA, pela decisão tomada ontem.

Cada vez fico mais impressionado com a entidade. Ela sabe fazer festa. Sabe se impor. Não se dobrou ao governo brasileiro. E ontem tomou uma decisão que me impressionou positivamente: Suspendeu o jogador Luiz Soares por 9 jogos, 4 meses proibido de ir aos estádios e com uma multa de quase R$ 250.000. Sabe porque a FIFA fez isso? Para salvaguardar o que tem de mais precioso: a credibilidade!

Mordida de Luiz Soares na foto da sporttv.globo.com

Mordida de Luiz Soares na foto da sporttv.globo.com

Imaginem a pressão que a FIFA está sofrendo do Uruguai, dos Uruguaios. Imaginem se o próximo jogo do Uruguai fosse contra o Brasil? O papo seria que suspenderam o “mordedor”  para ajudar o Brasil (já estão falando isso), mas não… suspenderam o imprudente jogador, porque ele infringiu normas de esportividade, deu mau exemplo a milhões de pessoas que o assistem, o invejam, o admiram.

Coragem e determinação da FIFA é o que falta a muitos dirigentes, governantes, presidentes. Coragem de tomar a decisão certa, doa a quem doer. Decisão de coragem.

John Kennedy assim falou: “Não posso lhe dar a fórmula do sucesso, mas a do fracasso é querer agradar a todo mundo”

Assim funciona tudo neste mundo… quando você quer agradar a todos, não agrada ninguém, e o pior, toma atitudes erradas como líder. A FIFA não quis agradar ninguém, e sim manter a seriedade de seu negócio, não permitindo que o vilão se tornasse “coitadinho”. As entrevistas de seus companheiros são lastimáveis: “coisas do jogo… outros fizeram pior..” O que há de pior do que usar uma tática antidesportiva para se tirar proveito? Isto não é garra uruguaia… isto é doentio e precisa ser tratado… Não é sua primeira vez.

Está chegando a hora de tomarmos decisões grandes, desta natureza também no cavalo… Aquele treinador que dopa um cavalo, numa prova antidoping, não é coitadinho, independente de quem seja o cavalo, ele é antidesportista. Quer se aproveitar de algo proibido para levar vantagem. Isso é falta de caráter, é malandragem é picaretagem. É vontade de ganhar sendo malandro, hahaha…

Imaginem então as provas que são “cara limpa”, sem controle antidoping… deve ganhar aquele que tem o melhor pedigree, ou aquele que sabe dopar melhor?

 

Nilson Genovesi, leiloeiro rural e talvez a pessoa que mais entende de corridas no Brasil, já que nasceu no Jockey, sempre viveu cavalos de corrida. Participou de pencas e desafios no Brasil inteiro, vende todos os principais cavalos de corrida do Brasil, sejam PSI ou Quarto de Milha, se manifestou ontem da seguinte forma sobre a CAMPANHA A FAVOR DO CAVALO:

“Amigos,

            Demorei um pouco para me manifestar. Isso porque é difícil formar uma opinião absoluta sobre o assunto. Temos nossas condições regionais, nossas tradições e a imperiosa necessidade de manter economicamente viável a instituição Jockey Club de Sorocaba. Então, ainda ponderando muito sobre o prazo para a implantação de medidas visando o que está proposto, envio uma recente decisão das autoridades britânicas a respeito de uso de medicamentos em seus cavalos de corrida. No caso, anabolizantes. Vejam a extensão da decisão, o rigor.

            O que sei é que, em algum momento, deveremos ir por esse caminho.

            Abraços,

             Nilsinho Genovesi”

Abaixo coloco a decisão (traduzida) das autoridades britânicas, que o Nilsinho menciona acima…

HORSERACING AUTHORITY APRESENTA POLÍTICA DE TOLERÂNCIA ZERO

O Horseracing Authority britânica revelou ontem o seu avançado estudo, de tolerância zero na política de esteroides anabolizantes. Os elementos principais da política é que não deve ser administrado esteroides anabolizantes num cavalo em qualquer ponto de sua vida, e todos os cavalos serão sujeitos a testes a qualquer momento, independentemente da localização física, uma vez registrado no Weatherbys. Todos os cavalos de raça britânica devem ser registrados no Weatherbys dentro de 12 meses após o nascimento. Qualquer teste cavalo positivo para esteroides anabolizantes ele será banido do treinamento por 12 meses, e da competição por 14 meses na Grã-Bretanha. Cavalos importados devem estar registrados no Weatherbys dentro de seis meses após a chegada, acompanhado por um atestado que mostra nenhuma evidência de administração de esteroides anabolizantes. Cavalos importados da Irlanda, França e Alemanha, que passaram 12 meses sob as suas políticas equivalentes serão isentos deste requisito, e os corredores desses países serão tratados como corredores britânicos e serão testados de acordo com a política de testes padrão. Todos os outros corredores estrangeiros devem estar na Grã-Bretanha, no mínimo com 14 dias de antecedência para facilitar a amostragem pós-chegada e análise.
A nova política da BHA, que se destina a ser implementada em 01 de janeiro de 2015, é o resultado de um projeto iniciado em 2013, que incluiu uma extensa pesquisa científica e consulta, a toda indústria de corrida, incluindo leiloeiras, organizações de veterinários, especialistas científicos e instituições de bem-estar animal. A literatura científica relacionada com o uso terapêutico de esteroides anabolizantes, os possíveis efeitos de melhoria de desempenho e métodos de detecção também foram revisados. O projeto teve como objetivo, não só aderir, mas também estabelecer que todas as corridas britânicas devem exceder sempre que possível, os padrões mínimos internacionais sobre o uso de esteroides estabelecido pela Federação Internacional de Autoridades nas corridas de cavalos. As normas mínimas desta Federação afirmaram que os esteroides anabolizantes não têm lugar em corridas de cavalos e não deve ser permitido dentro e fora de competição.

O Executivo Chefe da BHA Paulo Bittar disse: “A necessidade de uma posição internacional que estabelece padrões sobre o uso de esteroides anabolizantes em corridas de cavalos resultou na posição adotada pelo IFHA. A conquista da política de tolerância zero anunciada hoje, que excede o padrão mínimo internacional, tem o objetivo de assegurar que as corridas britânicas continuem na vanguarda da luta contra um problema que está entre as maiores ameaças enfrentadas por qualquer esporte mundial “.
Bittar acrescentou: “Esta posição, destina-se a garantir que a indústria, as corridas e o público apostador, poderão ter certeza de que todas os cavalos que correm em solo britânico o fazem em condições equitativas. Espera-se também que este seja mais um passo para a harmonização global através do esporte, e que o papel de liderança que a BHA adotou nesta questão possa resultar em outras nações que ainda não adotaram os padrões mínimos. Nossa política anterior que já cumpria os requisitos mínimos, e o anúncio de hoje vai mais longe, garantindo que a corrida em solo britânico mantenha sua posição preeminente em relação a como o uso de drogas é regulado dentro do esporte. Depois de difíceis 16 meses, como resultado das ações já tomadas por vários países, o esporte a nível mundial está agora em um lugar muito melhor quando se trata da regulação dos esteroides anabolizantes. “

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